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Dicas para manter o cuidado das pessoas mais velhas com golpe

O avanço da tecnologia também garante o avanço em novos cenários, principalmente em relação aos golpes digitais. Embora estejamos cada vez mais atentos e sejamos mais alertados sobre diferentes tipos de golpes, ainda sim isso é uma preocupação e não são poucas as pessoas idosas que se veem aflitas ao vivenciar situações em que não conseguem reconhecer a veracidade de uma mensagem de texto, ou de um link não confiável e podem ser prejudicadas em valores altos da sua conta bancária. Hoje na matéria do blog do Terça da Serra iremos ajudar os familiares não apenas a reconhecer, mas a ajudar a dar todo o suporte para a pessoa idosa compreender os perigos digitais e como evitá-los.

Golpes mais comuns que atingem pessoas idosas

Um dos primeiros passos para proteger é conhecer os tipos de golpes mais frequentes. Muitos golpistas usam justamente a confiança e a pressa para enganar, criando mensagens ou ligações que parecem urgentes e verdadeiras. No caso das pessoas idosas, isso pode se tornar ainda mais delicado, pois a insegurança diante de tecnologias novas abre espaço para que elas acreditem no que é apresentado como oficial.

Entre os golpes mais comuns estão:

  • Golpe do WhatsApp: quando um criminoso se passa por um filho, neto ou conhecido e pede dinheiro com urgência, aproveitando-se da afetividade e da vontade de ajudar.
  • Ligações de falsas centrais bancárias: alguém liga dizendo ser do banco, pede dados pessoais ou senhas e induz a vítima a realizar transferências.
  • Boletos falsos: documentos de pagamento enviados por e-mail ou até impressos, que parecem reais, mas redirecionam o dinheiro para contas de golpistas.
  • Links de phishing: mensagens com links suspeitos que chegam por SMS, e-mail ou redes sociais, pedindo para “atualizar cadastro” ou “confirmar dados” e roubando informações sigilosas.

Saber reconhecer esses cenários é fundamental para que familiares e cuidadores possam orientar o idoso a desconfiar, pausar e sempre confirmar antes de tomar qualquer atitude.

Como identificar sinais de risco?

Muitas vezes, a pessoa idosa pode não perceber sozinha que está diante de um golpe. Por isso, é importante que familiares e cuidadores fiquem atentos a alguns sinais que podem indicar risco. A atenção não deve ser apenas às mensagens ou ligações em si, mas também ao comportamento do idoso diante delas.

Algumas situações comuns incluem:

  • Dúvidas recorrentes sobre mensagens estranhas: quando o idoso mostra na tela algo que recebeu e não sabe se deve confiar.
  • Ansiedade ou medo repentino: sentimentos de urgência ou preocupação excessiva após um contato suspeito.
  • Vergonha em contar o ocorrido: muitos idosos se calam por medo de serem julgados ou de “dar trabalho” à família, mesmo já tendo compartilhado dados ou valores.
  • Movimentações financeiras incomuns: saques, transferências ou pagamentos que não fazem parte da rotina habitual.

Perceber esses sinais com sensibilidade é uma forma de proteger sem invadir a autonomia. O diálogo acolhedor — sem críticas ou julgamentos — é essencial para que a pessoa idosa sinta confiança em compartilhar quando algo estranho acontecer.

Prevenção no dia a dia

Mais do que reagir a golpes, o grande segredo é criar uma rotina de prevenção. Pequenos hábitos cotidianos podem reduzir bastante o risco e, quando feitos em conjunto com a família, tornam-se também um gesto de cuidado e proximidade.

Algumas medidas simples ajudam muito:

  • Conversar abertamente sobre golpes: explicar de forma clara que instituições sérias não pedem senhas, códigos ou transferências por telefone ou mensagem.
  • Orientar sobre pausas antes de agir: reforçar que, diante de qualquer solicitação suspeita, a pessoa idosa deve sempre esperar, pedir ajuda ou confirmar com alguém de confiança.
  • Criar senhas seguras: usar combinações que misturem letras, números e símbolos, evitando datas de aniversário ou sequências fáceis de adivinhar.
  • Ativar a autenticação em dois fatores (2FA): esse recurso acrescenta uma camada extra de segurança, especialmente em aplicativos bancários e redes sociais.

Essas pequenas práticas, repetidas no dia a dia, vão formando um senso de segurança digital que protege não só o patrimônio, mas também a tranquilidade da pessoa idosa.

Proteção dos dispositivos

Além das orientações de comportamento, é essencial garantir que os aparelhos usados pelos idosos estejam protegidos. Celulares, tablets e computadores se tornaram parte do cotidiano, e muitas vezes são o canal por onde os golpes chegam. Por isso, manter esses dispositivos seguros é uma etapa indispensável do cuidado.

Algumas recomendações importantes:

  • Instalar antivírus confiável em computadores e celulares, ajudando a detectar ameaças antes que causem prejuízos.
  • Manter o sistema sempre atualizado: as atualizações de aplicativos e do próprio aparelho corrigem falhas de segurança que podem ser exploradas por criminosos.
  • Baixar aplicativos somente de lojas oficiais (Google Play ou App Store), evitando links externos ou arquivos enviados por mensagem.
  • Usar bloqueadores de chamadas e SMS suspeitos, que filtram contatos indesejados e reduzem a chance de que o idoso seja abordado por golpistas.

Cuidar dos dispositivos é também cuidar da autonomia digital do idoso, garantindo que ele possa usar a tecnologia com mais confiança e menos riscos.

 

O papel da família e dos cuidadores

Quando falamos em proteção contra golpes, não basta apenas orientar: é fundamental que a família e os cuidadores assumam um papel ativo. Muitas vezes, o idoso não tem segurança para reconhecer sozinho uma tentativa de fraude, e é justamente nesse ponto que a rede de apoio faz toda a diferença.

Algumas atitudes podem fortalecer essa proteção:

  • Acompanhar movimentações financeiras: revisar juntos extratos bancários e, se possível, configurar alertas de movimentações por SMS ou e-mail.
  • Criar um ambiente de confiança: incentivar o idoso a compartilhar sempre que receber uma mensagem ou ligação suspeita, sem medo de julgamentos.
  • Estar presente no cotidiano digital: oferecer ajuda na hora de instalar aplicativos, fazer compras online ou resolver questões bancárias.
  • Combater o isolamento social: manter o idoso conectado com familiares, amigos e atividades sociais diminui a chance de que ele se sinta sozinho e vulnerável ao se apegar a contatos desconhecidos.

O vínculo familiar não é apenas um apoio emocional, mas também uma barreira de proteção contra os golpes que exploram justamente a fragilidade e a solidão.

O que fazer em caso de golpe?

Mesmo com todos os cuidados, pode acontecer de a pessoa idosa cair em um golpe. Nesses momentos, o mais importante é agir rápido e, ao mesmo tempo, oferecer apoio emocional para que ela não se sinta culpada ou envergonhada. A responsabilidade é sempre do criminoso, nunca da vítima.

Os passos principais são:

  • Isolar o dispositivo: desconectar o celular ou computador da internet para interromper o acesso do golpista.
  • Trocar todas as senhas: e-mail, redes sociais e aplicativos bancários devem ser alterados imediatamente.
  • Contatar o banco ou operadora: informar a ocorrência para tentar bloquear movimentações e recuperar valores.
  • Registrar boletim de ocorrência: seja presencialmente ou pela delegacia eletrônica, isso ajuda a formalizar a denúncia.
  • Procurar órgãos de apoio: como Procon ou Delegacia de Crimes Cibernéticos, que podem orientar os próximos passos.

Mais do que resolver a parte técnica e financeira, é essencial acolher a pessoa idosa nesse momento. Mostrar compreensão, conversar com calma e reforçar que ela não está sozinha ajuda a restaurar a confiança e evita que o trauma a afaste da tecnologia.

Cuidar da segurança digital das pessoas idosas é também cuidar da sua autonomia, da sua tranquilidade e do seu direito de viver essa fase da vida com confiança. Quando família e cuidadores se unem para orientar e proteger, o idoso se sente mais seguro para usar a tecnologia a seu favor — e não como uma fonte de medo.

Nos Residenciais Sênior Terça da Serra, o cuidado vai muito além da rotina: acompanhamos de perto cada detalhe da vida dos nossos residentes, oferecendo apoio, proteção e acolhimento em todas as dimensões — inclusive diante dos desafios do mundo digital.

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