Exercícios amenizam sintomas de Parkinson em idosos

Entre os diversos sintomas de Parkinson, os mais conhecidos são as tremedeiras e as dificuldades motoras em atividades simples do dia a dia, como caminhar ou se alimentar. A doença degenerativa, que atinge o sistema nervoso central, é mais comum em pessoas idosas e não tem cura conhecida.
O tratamento consiste no combate aos sintomas, geralmente com a receita de medicamentos e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos para estimulação cerebral. Porém, é possível amenizar o impacto da doença com a prática de atividades físicas.

Exercícios combatem sintomas de Parkinson
Há maneiras de atenuar os sintomas de Parkinson com medidas não farmacológicas. Os exercícios não vão impedir totalmente a progressão da doença, mas podem minimizar algumas de suas complicações e preparar melhor o paciente para conviver com as limitações impostas.
Quem explica é Roberto Oliveira, professor de Educação Física e coordenador da Doutor Personal, equipe especializada em avaliação, prescrição e orientação individualizada de exercícios físicos para idosos:
“Trabalhos científicos apontam que os exercícios físicos de intensidade moderada e baixa podem promover ganhos motores, psicológicos, sociais e na função cognitiva do indivíduo nos estágios leve e moderado da doença, levando à melhora dos sintomas e também ao aumento dos anos de independência.”
Segundo ele, as atividades podem agir como um fator protetor, gerando mudanças positivas no tecido neural e melhorando a oxigenação cerebral. Com a prática regular, é possível diminuir a progressão do Parkinson.

Exercícios exigem acompanhamento
Para implementar uma rotina de atividades físicas para tratar os sintomas de Parkinson, é fundamental o acompanhamento de um profissional, que pode ser um professor de Educação Física ou um fisioterapeuta, para prescrever um programa de exercícios individualizado. Como os pacientes normalmente são idosos, cuidados redobrados são necessários para que não aconteçam acidentes.
“Após uma avaliação física e a verificação do atual estágio da doença, exercícios aeróbios (caminhadas), de fortalecimento muscular (exercícios resistidos), de flexibilidade (alongamentos), de equilíbrio e de coordenação motora [são indicados]”, esclarece Oliveira.

As atividades são recomendadas quando a doença está nos seus primeiros estágios, com manifestações unilaterais – como tremor, rigidez e lentidão nos movimentos – ou bilaterais leves – incluindo dificuldades na fala e postura curvada. Saiba mais sobre os benefícios dos exercícios:

Caminhada
Uma simples caminhada de 45 minutos, praticada três vezes por semana durante seis meses, já é capaz de melhorar a função motora e o humor, diminuir o cansaço e aprimorar habilidades de pensamento de pacientes nos estágios leve a moderado da doença.

Musculação
Já o Programa de Transtorno de Movimentos da Universidade de Winthrop, nos Estados Unidos, analisou 48 pacientes com sintomas de Parkinson, divididos em dois grupos: um praticou atividades de musculação e outro, de flexibilidade, fortalecimento e equilíbrio.
Os dois grupos apresentaram melhoras de curto prazo, mas, após dois anos praticando os exercícios duas vezes por semana, os que fizeram musculação tiveram evolução de 7,3 pontos na escala de avaliação da doença.

Pilates
O método Pilates é um exercício conhecido no mundo inteiro por trabalhar o equilíbrio e a postura com exercícios orientados de alongamento. Para quem sofre com os sintomas de Parkinson, é possível melhorar a força e a flexibilidade com atividades de respiração, concentração e precisão de movimento.
Seja qual for a combinação de exercícios preferida do paciente, é importante ressaltar mais uma vez que o acompanhamento profissional é fundamental. Atividades mal planejadas podem culminar em acidentes, piorando o quadro da doença.

Fonte: Viva Mais Saudável