Permita-se escolher a melhor opção de qualidade de vida e bem-estar para seus pais idosos

É certo que queremos cuidar de nossos pais, tanto pelo amor e carinho que temos por eles como para retribuir, de alguma forma, tanta dedicação e paciência que tiveram conosco. Afinal, eles cuidaram de nós e são merecedores dessa recompensa.

À medida que nossos antecessores vão envelhecendo, precisam de cuidados e de auxílio com atividades cotidianas, como lembrar de fazer as contas, levar ao supermercado e acompanhar em consultas médicas, por exemplo. No entanto, as necessidades aumentam com o tempo.

O aumento da longevidade e o fato das famílias terem filhos mais tarde faz com que toda uma geração de adultos cuide tanto dos pais idosos, como dos filhos ainda em formação. Em algum momento não conseguimos criar nossas famílias, trabalhar e atender nossos pais com toda a atenção que eles merecem ter. Assim, com alguma – ou muita – culpa, começamos a cogitar novas ideias:

 

  1. Trazer os pais para morar conosco

Essa possibilidade é funcional quando a privacidade e a boa convivência são mantidas. Ainda assim, a pessoa idosa precisa de uma companhia para compartilhar as tarefas do dia-a-dia e desse modo manter-se ativa, com uma boa condição física e psicológica. Porém, a rotina diária ocupa todo o tempo e nossa cabeça, às vezes, não fica tão envolvida quanto o coração.

  1. Home Care

O Cuidado Domiciliar se dá quando a família contrata e traz pra dentro de casa pessoas especializadas em cuidados com idosos. Uma opção que pode gerar um custo alto no orçamento, dependendo da carga horária, e infelizmente, costuma ter alta rotatividade de profissionais, o que atrapalha o bem-estar dos moradores e até do resto da família. Achar a companhia adequada pode demorar muito.

 

  1. Centro dia

Opção em que os idosos passam o dia em um local especializado e voltam no fim do dia para casa. Pode ser uma escolha maravilhosa para muitos, pois recebem cuidados especializados, supervisão, interagem com pessoas da mesma idade e realizam atividades mais estimulantes do que aquelas que são feitas dentro de casa. É uma excelente opção para idosos sob risco de isolamento ou perda de autonomia por problemas de saúde em geral.

 

Mesmo com todos esses esforços, algumas pessoas com doenças graves não terão o cuidado suficiente em casa. Aí vem a escolha de um lar de idosos. Mesmo que a “promessa” de cuidar dos pais até o fim da vida pareça ser quebrada, lembre-se que pensar no que é melhor para eles é a essência desse compromisso.

 

As pessoas, em geral, ainda ​​têm uma visão ruim sobre os residenciais sênior, relacionam a “asilos” e abandono. Por isso, encaram como última alternativa e sofrem em conjunto com o idoso, tentando proporcionar cuidados na própria casa até o ponto de esgotamento.

 

Neste momento, o caso já piorou: as demências já avançaram, a alimentação não se adequou e o idoso perdeu muito peso, além de uma queda com fratura. Porém, independente da gravidade, sempre é possível observar níveis de melhora na qualidade de vida, se ele for bem assistido por uma instituição séria e comprometida com a saúde e bem-estar de seus hóspedes.

 

De uma forma prática, basta prestar atenção em algumas situações e sinais:

 

1 – Ele(a) sente falta de companhia em sua residência;

2 – Há necessidade de acompanhamento especializado contínuo;

3 – Os familiares trabalham o dia todo e ele(a) fica com pessoas sem capacitação técnica;

4 – Os problemas de relacionamento familiar comprometem a convivência e a qualidade de vida;

5 – Há dificuldades em administrar o “fluxo” de cuidadores externos;

6 – Indisponibilidade temporária do cuidador familiar;

7 – Vão surgindo doenças específicas difíceis de lidar, como demências, úlceras de decúbito (escaras), sequelas de AVC, a necessidade do uso de sondas, etc;

8 – O idoso recebe alta, após alguma intervenção cirúrgica ou tratamento clínico com internação prolongada, e precisa de reabilitação intensiva.

 

Portanto, pense bem antes de chegar no esgotamento. Quando a culpa começa a aparecer, pare e ajuste sua atitude. Lembre-se: buscar ajuda profissional é muito melhor do que “fazer tudo que pode até o final de suas forças”. Unir forças com uma unidade Terça da Serra é uma saída em que todos são beneficiados. Vivendo a experiência do dia-a-dia de nossos residenciais, é possível perceber que a dificuldade está mais na ansiedade da decisão do que na própria mudança em si.

 

Se sua família está passando por alguma dessas situações, informe-se, peça ajuda, visite residenciais e centros terapêuticos, converse com quem já passou por isso e pergunte ao médico… e venha conversar com a Terça da Serra!